REDES SOCIAIS APAGAM VÍDEO DE MÉDICA QUE ALEGA TER A “CURA PARA A COVID-19”

Redes sociais apagam vídeo de médica que diz curar a Covid-19 com remédio para tratar malária e lúpus. A Declaração foi classificada como “desinformação” e ganhou repercussão mundial ao ser partilhada por Donald Trump.

TEXTO: REDACCÃO

As plataformas das redes sociais Facebook, YouTube e Twitter decidiram apagar um vídeo viral no qual uma médica que aCtua nos Estados Unidos defende que um medicamento usado para o tratamento de malária e lúpus teria sucesso total no tratamento da Covid-19. O vídeo foi retirado do ar por, segundo as empresas, propagar a desinformação.

“Ninguém precisa de ficar doente. Este vírus tem uma cura”, exclama Stella Immanuel no vídeo gravado na segunda-feira (27.07) nos degraus da Suprema Corte dos Estados Unidos, em Washington, durante um evento de médicos com opinião semelhante.

No início da pandemia, cientistas estavam ansiosos por descobrir se as propriedades antivirais da hidroxicloroquina a tornariam eficaz em doentes com o novo coronavírus. Até agora, porém, todos os principais ensaios clínicos sobre esta questão não encontraram qualquer benefício, e as principais autoridades nacionais de saúde moveram-se no sentido de restringir a sua utilização devido a potenciais danos cardíacos.

No entanto, a médica de família disse que todos os 350 pacientes que ela tinha tratado com o medicamento – incluindo aqueles com condições graves pré-existentes – tinham sobrevivido, e que a hidroxicloroquina seria tão potente que tornou desnecessário o uso de máscaras e bloqueios – uma ideia rejeitada pela maioria das políticas de combate à pandemia pelo mundo.

O clip foi partilhado pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e descrito como um “must watch” pelo seu filho Donald Trump Jr. No entanto, foi apagado pelas redes sociais por promover a desinformação.

Perguntado mais tarde por um repórter sobre A partilha do vídeo, o Presidente disse: “Pensei que a opinião da médica era importante, mas não sei nada sobre ela”.

O debate sobre esse medicamento tornou-se politicamente exacerbado com líderes como o brasileiro Jair Bolsonaro e norte-americano Trump, entre outros conservadores, a liderarem uma forte claque a seu favor.

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