Michel Kuka Mboladinga, conhecido por permanecer completamente imóvel nas bancadas durante os jogos da República Democrática do Congo (RDC) como forma de homenagem ao histórico primeiro-ministro Patrice Lumumba, viveu na noite de ontem um momento diferente e carregado de emoção.
Depois de resistir durante todo o tempo regulamentar, a RDC acabou derrotada por 1-0 pela Argélia, num duelo intenso e equilibrado do CAN, decidido apenas no prolongamento. O golo solitário surgiu aos 119 minutos, apontado por Ismaël Bennacer Zerrouki, quando tudo indicava que a partida caminhava para as grandes penalidades.

No momento do golo argelino, Michel Kuka não conseguiu conter a emoção e quebrou o silêncio e a imobilidade que o tornaram símbolo nas bancadas congolesas. Foi o chamado “fim da estátua”, um instante que refletiu a dor coletiva de uma nação que viu o sonho interrompido a poucos segundos do apito final.
A eliminação foi dura para a RDC, que mostrou organização, entrega e espírito competitivo ao longo do encontro, mas acabou castigada no detalhe final. A Argélia, por sua vez, garantiu a vitória com persistência e frieza num dos jogos mais dramáticos da competição.
Mais do que um resultado, a noite ficou marcada por emoção, simbolismo e pelo fim de um gesto silencioso que acompanhou a caminhada congolesa nesta edição da Taça das Nações Africanas.
NÓS VIVEMOS O DESPORTO!
