PATRICE MOTSEPE: “NENHUM PAÍS AFRICANO SERÁ TRATADO DE FORMA MAIS PREFERENCIAL E VANTAJOSA”

O presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF), Patrice Motsepe, afirmou na última quarta-feira (19), que nenhum país africano será favorecido nas decisões do organismo, após a polémica que levou à retirada do título do CAN 2025 ao Senegal e à sua atribuição a Marrocos.

A decisão foi tomada pelo Comité de Apelo da CAF, que contrariou o Conselho de Disciplina, na sequência dos incidentes registados na final, quando a selecção senegalesa abandonou o campo após um lance contestado.

Motsepe manifestou desagrado com o sucedido, sublinhando o impacto negativo na imagem da competição e nos esforços da CAF para reforçar a credibilidade do futebol africano. Ainda assim, garantiu que os órgãos disciplinares actuam de forma autónoma e com base em princípios de justiça.

“Desde a final, expressei a minha total decepção com os incidentes ocorridos”, afirmou o dirigente, acrescentando que tais situações “minam o trabalho que tem sido feito ao longo dos anos em prol da integridade e da boa governação”.

O presidente da CAF reconheceu também que persistem dúvidas sobre a imparcialidade das decisões, classificando esse cenário como um problema antigo. “Ainda subsistem suspeitas, é uma questão de legado que existe há muitos anos”, admitiu.

Sobre o desfecho do processo, Motsepe reforçou o direito de recurso por parte das federações e garantiu respeito pelas instâncias superiores.

“Nenhum país africano será tratado de forma preferencial, mais vantajosa ou mais favorável do que qualquer outro”, declarou.

O caso continua a marcar a actualidade do futebol africano, mantendo o debate sobre a transparência e a confiança nas decisões da CAF.

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