TEXTO: JEREMIAS LICUMBE – A PARTIR DE MARROCOS
A primeira vitória dos Mambas numa fase final do Campeonato Africano das Nações chegou, finalmente, ao cabo do 17ª jogo do combinado nacional na prova. Com o triunfo de três a dois sobre o Gabão (2-3) são boas as chances de Moçambique estar na próxima fase da prova. A partir do grande estádio de Agadir, em Marrocos, a ESFÉRICO a avaliou o desempenho dos jogadores da selecção nacional durante o duelo histórico.

ERNAN SILUANE – Com as calças fora do lugar que lhe é característico, foi uma vez uma das melhores unidades dos Mambas dentro campo. Aos 2′ defendeu o remate de Kanu. Na segunda metade do encontro evitou o segundo golo de Aubameyang e depois defendeu mais um remate de um outro “pantera”, antes de sofrer o segundo golo da tarde.

MEXER SITOE- Patrão da defesa moçambicana, o experiente central mostrou porquê ainda está no activo. Foi calmo e sábio nas suas abordagens, mas quando foi necessário foi agressivo nos cortes. Ele que na Conferência de Imprensa de antevisão disse que era motivador jogar contra grandes jogadores, ofereceu um chapéu a Aubameyang aos 60′. Efectuou ainda dois remates na primeira parte que passaram por cima.

REINILDO MANDAVA – A par de Mexer ajudou a organizar a defesa moçambicana. Interviu sabiamente quando foi necessário e foi inteligente para ganhar algumas faltas que nos ajudaram a gerir o tempo. A sua bravura e alto sentido competitivo e de liderança sempre estiveram lá.

DIOGO CALILA– Um reforço que veio em jeito de naturalização. Um lateral-direito calmo e seguro. Foi sem dúvida um dos melhores jogadores do combinado nacional no desafio. Aos 52′, com um passe teleguiado de Witi, estrou-se a marcar com o manto vermelho.

BRUNO LANGA – O jovem formado pelo Maxaquene vai recuperando a sua melhor versão. Bruno Langa conseguiu controlar as investidas do ataque do Gabão que vieram do seu lado.

DOMINGUEZ PELEMBE – Aos 42 aos de idade e jogando ao mais alto nível na fase final da maior prova futebolística do continente, Dominguez foi a peça fundamental da ligação da defesa-ataque, ajudando a selecção nacional a ser mais agressiva no ataque. Ainda na primeira parte ganhou uma grande penalidade.

RICARDO GUIMA- Uma das peças-chave do meio campo dos Mambas, ajudou na linha defensiva moçambicana e na primeira fase de construção. Teve chances de visar a baliza adversária mas viu os seus remates a não terem o rumo desejado. Foi o Guima do CAN passado.

ALFONS AMADE – A altura não caracteriza a qualidade do seu futebol. Esteve sempre no lugar certo e na hora exata para roubar o ESFÉRICO para Moçambique e a controlar o meio campo.

FAIZAL BANGAL– Foi o autor do primeiro golo da selecção nacional na fase final do CAN Marrocos 2025. Começou um pouco apagado, mas foi se notabilizado pela sua capacidade de prender os centrais e servir de tabela para os extremos moçambicanos.

WITINESS QUEMBO – Viu a trave a lhe negar o golo ainda na primeira parte. No reatamento da partida construiu o terceiro golo dos Mambas e assistiu Calila. Este tento valeu os primeiros três pontos na competição.

GENY CATAMO – “Genyo”, digno MVP, esteve envolvido no primeiro golo com uma assistência e anotou o segundo tento do combinado nacional. Na segunda metade teve grandes arrancadas e chegou a bisar, mas o tento foi anulado por existência de fora de jogo.

CHAMBOCO – Com a sua entrada os Mambas passaram a jogar com três centrais, estratégia de Chiquinho Conde que foi fundamental para a conquista da vitória.

IFREN MATOLA – O homem mais extrovertido do balneário dos Mambas entrou e fez muito bem o seu trabalho. Substituiu Calila e compôs a defesa moçambicana que já tinha três centrais.

KAMBALA – Entrou no lugar de Dominguez para ajudar a equipa a defender os três pontos.

GILDO VILANCULOS – Entrou para dar mais força no corredor direito. O internacional moçambicano esteve envolvido no ataque assim como na defesa.
