Os Clubes que actuam no Moçambola e nos campeonatos provinciais, chamaram a imprensa na tarde desta terça-feira (01) de Setembro, para manisfestar o sua indignação, no que diz respeito aos critérios de atribuição do Fundo de Solidariedade da FIFA, as condições e modelos de disputa do Moçambola, as taxas exigidas pela FMF para o licenciamento, e por fim, a metodologia de partilha e critérios de elegibilidade para dispor do referido fundo solidário.

Por: Julião Tsowo

A Federação Moçambicana de Futebol (FMF), anunciou no passado mês de Agosto, a disponibilização de um fundo solidário aos clubes nacionais, para mitigar o impacto da pandemia da Covid-19.

Entretanto, para dispor do referido fundo, existem, obviamente, alguns critérios, sendo o mais gritante o licenciamento.

Numa altura em que apenas três clubes nacionais estão licenciados, espera-se, segundo o porta-voz dos clubes do país Jeremias da Costa, que quase nenhum clube consiga dispor do apoio, se nós atermos a critério ora arrolado.

Costa frisou ainda que ” 90% do valor que a FMF recebeu da FIFA deve ser alocado aos clubes”, e na mesma senda, “os clubes pedem a revisão dos critérios da distribuição do valor que a FMF recebeu.”

Os Clubes que actuam no Moçambola beneficiarão de pouco mais de 1 milhão de meticais, e os que disputam nos campeonatos provinciais terão 50 mil meticais em espécie. Reagindo a esta distribuição, os clubes não tiveram “papas na língua” (…)Não é aceitável o desvio dos Fundos da FIFA para pagar dívidas passadas”, rematou o porta-voz.

No concernente as taxas de licenciamento que, diga-se, já beficiaram de um ajuste por parte da FMF, os clubes sugeriram que seja aberto um espaço para estes apresentarem as propostas para os novos critérios de licenciamento, tendo em conta a actual realidade futebolística imposta pela sars-cov-2:

“(…)Sugerimos que O clube para se licenciar deve ter no mínimo um estatuto, sede própria, conta bancária e o relatório da acta da reunião da Assembleia Geral de 2018”, avançou o porta-voz do Maxaquene Miguel Vaz.

SOBRE O APOIO EM ESPÉCIE

No que tange ao apoio em espécie o Porta-Voz Clube de Desportos da Maxaquene Miguel Vaz, em representação aos clubes que disputam os campeonatos provinciais afirmou que “os clubes não aceitam receber este apoio(…) seria adequado dar aos clubes dinheiro vivo e não em material desportivo, ou kits de prevenção contra a Covid-19(…) receber 50mil em dinheiro é um insulto, pior ainda em espécie” rematou acrescentado que o Maxaquene não receberá qualquer valor semelhante, pior ainda em espécie.

Segundo Vaz, a aplicação do valor depende das necessidades de cada Clube “(…) o que fazer com o dinheiro depende dos clubes, obviamente que terão de prestar contas a FMF”.

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